Universidade Federal do Rio Grande de Sul
Faculdade de Educação
Curso de Licenciatura em Pedagogia
Modalidade a Distância
Pólo de Gravataí
Eixo VI
DOSSIÊ DE INCLUSÃO
Relato de Experiências
Sempre tive muito receio quando se falou em inclusão nas escolas, pois sei por experiência que tudo que cabe a mantenedoura fica só no papel e nós educadores é que temos que dar conta sozinhos.
Trabalho numa escola da rede municipal de Gravataí e temos casos de inclusão de um menino que tem síndrome de Down, várias vezes me questionei quanto ao papel da escola na vida dessa criança e confirmei minhas suspeitas quando conversei com os pais do menino,que afirmam que ele está regredindo desde que saiu da escola especial. Quando falo em regredir,refiro-me a questões de fala e comportamento social.Segundo a mãe, na escola especial o G tinha atendimento com fonodióloga e fisioterapeuta, o que estava ajudando a desenvolver a fala e diminuir os vícios de expressão (ficar mordendo a língua).
Na escola normal, não temos preparo algum!Além das turmas serem lotadas e não ter monitor em sala de aula,nunca recebemos visita de alguém especializado para ver a realidade na sala e pelo menos sugerir alguma coisa que pudesse ser feito pelo G; bem pelo contrário, quando querem falar sobre esses casos, são as professoras, supervisoras e orientadoras que precisam ir até as especialistas.
Numa das conversas com a mãe do G, fiquei sabendo que ele teve que sair da fono porque havia outras crianças para atenderem.
Quando iniciei minhas leituras,parei para ver a realidade da escola.Temos uma rampa de acesso ao telecentro,que está desativado por não ter computador funcionando.Se recebermos um cadeirante, ele estará limitado a esse telecentro, não terá acesso aos banheiros, pois há uma escada com seis degraus e ainda não poderá andar pelo pátio, uma vez que é todo desnivelado.Será que uma criança se sentiria incluída num ambiente assim?!Sem mencionar que nem a quadra coberta ele poderia observar,já que essa tem um muro de um metro e meio de altura.
Pelo que observo da minha escola,não são apenas os professores que não estão preparados para a inclusão,mas também as escolas!
Esse menino do qual me referi no início, ele é bastante agressivo,pronuncia palavras de difícil entendimento e não está tendo evolução nem mesmo no aspecto social,já que suas atitudes repelem a aproximação de outras crianças.
Essa semana aproveitei todos os recreios para acompanhar o Luís Gustavo,aluno da escola com síndrome de Down,e ver como era o comportamento dele junto aos demais alunos,e vice versa.Para minha tristeza,notei o quanto as outras crianças evitam o contato com ele.Ouvi uma aluninha da segunda série comentar que não podiam encostar a boca no bebedor porque ficariam doentes igual ao Gu,como é chamado. Certamente que me envolvi na conversa e expliquei que o que o G tem não é uma doença que pode ser transmitida através do contato, mas que ele nasceu assim.Da mesma forma que eu nasci com um dedinho a mais.( E mostrei meu pé).
Ao me deparar com situações como essa fico pensando na dor a mãe de uma criança portadora de alguma necessidade,sente ao perceber fatos como esse.
No caso do G a dor da mãe é ainda maior, pois nem a família do pai do G aceita ele como membro. Só quando nasceu é que os pais souberam que ele tinha essa síndrome. A mãe ficou em pânico, mas o pai agiu ainda pior. Pois não aceitou e ainda não aceita o G como filho. A batalha da mãe sempre foi solitária,uma vez que acabou se separando. O G vai fazer 10 anos em dezembro, está há 3 anos na escola Duque, e antes passou outros 3 anos com atendimento numa escola especial. A mãe fala que quando ele nasceu, ela abriu mão de tudo para poder cuidar e atender as necessidades do G. Esse carinho que ela demonstra ter também é percebido pela irmã do G.No entanto, o pai e o outro irmão de 12 anos, não procuram o G.
Se numa situação comum, muitas crianças precisam de atendimento psicológicos, imagine nessa situação. O que nós professores faremos além de ouvir?!
Unidade 2
Políticas Públicas Brasileiras
No semestre anterior,realizamos os Projetos de Aprendizagem,e junto à outras colegas, foi escolhido o tema Inclusão para desenvolvermos nosso projeto.Durante a elaboração do mesmo,buscamos várias informações sobre as políticas públicas na inclusão.
Esse projeto pode ser visitado no endereço:http://projetodegrupo.pbwiki.com
Trabalho na Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias,essa escola pertence a rede municipal de Gravataí.Nossa escola atualmente possui 464 alunos,distrribuídos de 1ª - 9ª série.
A escola está mais afastada do centro do município, quase na zona rural.
A escola foi construída num terreno disnivelado, o que mais tarde, conforme a escola foi aumentando, obrigou a construção de escadas e muros, afim de utilizar o espaço do terreno.
Atualmente temos um quadra coberta, que garante a realização de atividades, mesmo nos dias de chuva.
O funcionamento da escola é das 7 horas e 45 minutos às 11 horas e 45 minutos.Nesse horário estudam as turmas de 3ª e 4ª séries do ensino fundamental de 9 anos e turmas de 6ª, 7ª e 8ª séries do ensino fundamental de 8 anos.
A tarde as aulas são das 13 horas às 17 horas,com turmas de 1ª e 2ª séries do ensino fundamental de 9 anos e 4ª, 5ª e 6ª séries do ensino fundamental de 8 anos.
Além da equipe diretiva que é composta pela diretora e duas vice diretoras,a escola conta com duas orientadoras de 20 horas cada e duas supervisaras,também com 20 horas cada uma. Temos, ainda uma biblioteca, com duas bibliotecárias com 20 horas.
Nosso grupo de professores é composto por 18 professores, sendo que 8 trabalham 40 horas na escola.
Na escola temos três casos de alunos com necessidades especiais,os quais são atendidos apenas em sala de aula junto com os demais alunos da turma.Não temos nenhum outro atendimento ou acompanhamento diferenciado a esses alunos,nem mesmo o Laboratório de Aprendizagem,que nos anos anteriores podíamos contar.
Também em sala de aula,não há uma monitoria junto a professora regente, para que essa tenha possibilidade de auxiliar de maneira mais individual possível, as crianças que apresentam necessidades.
O entendimento entorno da Educação Especial e Inclusão,deve ir além dos pressupostos legais previstos nas leis LDB nº 9394/96 capítulo V , Constituição Nacional de 1988 artigo 208 III e Resolução CNE/CEB nº2, de 11 de fevereiro de 2001, perpassando por um caminho tomado de sensibilidade, de respeito as diferenças como condições humana, que ao acolher a todos com igualdade de direitos proporciona a cada um o que necessita em função de suas características e necessidades individuais.
Unidade 3
Serviços de Atendimento Educacional Especializado
Para realizar essa atividade, além das leituras solicitadas, pedimos informações às orientadoras da rede. Nossa colega Cátia, foi quem primeiro conseguiu, junto a orientadora da sua escola.Esse material foi fornecido pela Secretaria da Educação, onde também consta o que a escola deverá fazer para encaminhar algum atendimento.
Material da SMED Gravataí – Atendimento a rede municipal
Público Alvo: Crianças e adolescentes
Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.
a) Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento.
b) Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação.
c) Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.
CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia
Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.
Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional.
Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes.
Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz.
Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas.
Conselho Tutelar de Gravataí
Público Alvo: Criança e adolescente em situação de risco vítima de violência, maus tratos e negligência.
CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí
Público Alvo: Criança e adolescente
Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia
Central de Especialidades
Público Alvo - Crianças, adolescentes e família.
Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.
CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família.
População Alvo: Crianças, adolescentes e família.
Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.
CAIS MENTAL
Público Alvo: Adulto
Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
CEAC – Centro de Ações Coletivas
Tipos de projetos e programas oferecidos:
* Programa DST – AIDS
* Atendimento Infectológico
* Consultas, coletas de exames.
* Atendimento psicológico
* Atendimento social
CAPS – A/D – Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas.
Público Alvo – Adulto
Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
Centro de Saúde dos Trabalhadores
Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio as unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.
Cabe completar que o município de Gravataí, além desses serviços acima relacionados, conta com uma escola de atendimento especial para surdos, a EMES; E a Escola de Educação Especial Cebolinha, que atende crianças e adolescentes com deficiência mental, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência múltipla, baixa visão, paralisia cerebral e condutas típicas.
Muitas das crianças que agora estão na rede normal, antes eram atendidas nessa escola especial, como o Gustavo da minha escola.
ESTUDO DE CASO
O estudo de caso que iniciei é de um menino que foi meu aluno no ano passado e tornou a ser novamente meu aluno esse ano. O João Campos da Silva (nome fictício), nascido em 24/04/1998, está matriculado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias desde 2005, quando foi matriculado na 1ª série do ensino fundamental de oito anos, estando esse ano na 4ª série do ensino fundamental de nove anos.
Esse menino desde seu primeiro ano na escola, apresentou dificuldades em determinadas áreas da aprendizagem, comportamento muito inquieto, não fica dentro da sala de aula e é agressivo. A mãe do menino quando chamada a escola, em abril de 2005, relatou que o menino era assim também em casa, brigando muito com a irmã mais velha, com os primos e amiguinhos da rua.
Contou que o João foi gerado numa das visitas íntimas que fez ao marido que estava preso, e que na época dessa vinda à escola novamente encontrava-se preso por furto de carros e arrombamento de casas.
O João nasceu na cidade de Gravataí, a mãe não fez pré-natal, e muito menos queria a criança. Negou a possibilidade de estar grávida até o quarto mês, quando então tentou abortar, tomando chás e remédios abortivos. Sua gravidez foi muito agitada, teve que brigar na justiça para continuar com a filha, que é fruto de outro relacionamento anterior ao pai do João;pois necessitava do dinheiro da pensão que recebia, já que era sua única fonte de renda na época. No sétimo mês de gravidez, o marido, que também era usuário de drogas, deu-lhe uma surra que foi parar no hospital.
Permaneceu escondida na casa de um irmão, na cidade de Tramandaí, até o nascimento do João quando então voltou para casa e para o marido. Mesmo sendo uma criança agitada, ela não pensou que pudesse ter algum problema com o menino. Achava que era normal o menino quase não dormir. Fora isso, o João caminhou na idade normal, falou com 2 anos e meio e sempre foi muito saudável, raramente ficava doente. Em casa era inquieto e sem limites, não obedecia ninguém, por isso apanhava muito.
Pensando na possibilidade de ajudar a família do João, a escola quando chamou a mãe, em abril de 2005,pediu que essa levasse o menino ao Posto de Saúde e colocasse toda essa situação ao pediatra, que já conhecia o menino. Na data marcada, o menino mostrou resistência em consultar, fugindo da sala e tendo que ser segurado por três adultos. Diante da situação, a orientadora da escola foi até o Posto de Saúde e relatou ao pediatra que na escola a atitude do João também era assim: fugindo da sala, agredindo colegas e até a professora. O pediatra encaminhou o menino com urgência ao CEACAF( Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família), para um neurologista. A mãe levou o menino na primeira consulta, mas não retornou na próxima data agendada, como ela faltou a três atendimentos seguidos, o João perdeu o direito ao tratamento.
Ao longo do ano, o comportamento do João piorou ainda mais, as dificuldades de aprendizagem foram aumentando, e no mês de setembro o menino não reconhecia nem a primeira letra do seu nome, como se bloqueasse tudo que envolvesse leitura. Já no que se referia a números, quando não estava muito agitado e agressiva, gostava de fazer. Como precisava do mínimo de conhecimento, o que não tinha, o João reprovou no seu primeiro ano.
Em 2006, conhecendo o caso, a escola chamou a mãe já na primeira semana de aula e solicitou que fosse retomado o tratamento com o menino, colocou-se para a mãe, que o menino havia reprovado, uma vez que a mãe não mais havia ido a escola no ano anterior, nem mesmo para receber o parecer final. A mãe, relatou que havia mandado o menino para a casa da avó durante as férias, pois não conseguia mais com ele.Ela tinha mais um menino de quatro meses, o qual o João agredia com tapas violentos. O João estava ainda mais violento que no ano anterior.Por isso foi agilizado junto ao Conselho Tutelar, o retorno ao tratamento no CEACAF; sendo agenadado para o dia 14/03/2006. O menino também foi encaminhado ao Laboratório de Aprendizagem da escola, com a finalidade de investigar as causas que dificultam a aprendizagem do aluno.
Novamente o João perdeu a consulta, a mãe alegou que esqueceu o dia que estava marcado. A escola procurou ajudar, mas no CEACAF foram claros e alegaram que não poderiam deixar de atender outras crianças que realmente queriam ser tratadas. Mais um ano que o João ficava sem acompanhamento e tratamento neurológico. Também na escola o menino faltava aos encontros no L.A., sendo que dos 18 encontros num determinado mês, ele compareceu a 5 encontros. Ficando difícil de ajudar a alfabetizà-lo. No final de 2006, mesmo sem saber ler, e reconhecendo apenas algumas letras, a escola o aprovou para a segunda série, numa tentativa de motivar o aluno.
No ano de 2007, frequentou a segunda série, mas estava mais agitado, violento e se negava a permanecer dentro da sala. Os colegas reclamavam das agressões, os pais dos outros alunos da turma vinhar fazer reclamações porque achavam que os filhos estavam sendo prejudicados. O João além de gritar, correr dentro da sala, deitava no chão e passava batendo nos colegas. Uma situação difícil para uma professora contornar. A mãe não vinha mais a escola, o menino estava crescendo e sua falta de limites não favorecia a aprendizagem. Em novembro, por meio do Conselho Tutelar e da equipe da SMED, conseguiram uma nova consulta para o João no CEACAF, mas novamente a mãe perdeu o encaminhamento.
A escola continuou sua dedicação, sabendo que era um caso de inclusão. Assim, o João progrediu e frequentou a terceira série, quando eu fui sua professora. No final de 2007, o grupo de professores, principalmente as que trabalhariam com a 3ª série em 2008; ouviu o relato de tudo que havia acontecido com o menino desde seu ingresso na escola ( Também foi falado sobre sua história e sua família), chegamos a conclusão que de nada iria acrescer, se o menino repetisse a 2ª série, pois não poderíamos avaliar uma criança como o João da mesma forma que avaliamos os demais alunos.
Incluído numa terceira série, sem ler nem escrever; reconhecendo algumas letras apenas, não dominando a pronúncia das sílabas símples, agressivo e muito revoltado com tudo; iniciei um grande desafio com esse aluno.
Três semanas após o início das aulas sem querer aprender nem ficar em sala de aula, foi preenchida uma ficha de encaminhamento ao L.A. da escola e outra ao CEACAF. O aluno passou a ter atendimento individualizado duas vezes por semana comigo e uma tarde no L.A.; às quartas-feiras após o recreio ( período que o João estava ainda mais agitado e agressivo) eu retirava-o da sala e ia com ele para a sala da orientação, enquanto a professora etinerante ficava com o restante da turma.
Sozinhos eu trabalhava jogos matemáticos, pois ele tinha facilidade nos cálculos lógicos. Através dos jogos introduzi as letras, o som das letras e a pronunciar o nome dos jogos. Mas ele se recusava a escrever. No final de abril o aluno já estava lendo palavras com sílabas simples. Mas a agressividade ia piorando e o CEACAF não dava retorno.
Quando numa manhã ele derrubou a vice diretora no chão e ainda chutou seu joelho, a direção da escola agendou com a equipe da SMED uma vinda à escola e apresentou o João a coordenadora do NAE ( Núcleo de Apoio às Escolas); que agilizou com a Assistente Social uma visita à casa do aluno.
Observado as condições familiares, principalmente a agressividade do aluno, agilizaram o retorno ao tratamento tantas outras vezes interrompido, obrigando a mãe ao comparecimento semanalmente.
Desde que deu início ao tratamento, dia 26/05/08, o não interrompeu mais.
Nas primeiras semanas ele ficava ainda mais agressivo e revoltado no dia seguinte à consulta com a psicóloga. Seu desenvolvimento cognitivo melhorou bastante, no final do ano ele já estava lendo e escrevia frases, claro que não para acompanhar uma 4ª série. Por isso ele é novamente meu aluno esse ano, pois como reprovou, esse ano ele está frequentando a 4ª série de 9 anos.
Sabemos que ele continua em acompanhamento psicológico e também neurológico. A psicóloga encaminhou para um neurologista, que após exames iniciou com medicação.
O João ainda está se adaptando às medicações, o que faz com que precise mudar a medicação. Seu comportamento e suas atitudes continuam sendo agressivas, mas já consegue permanecer em sala de aula e realizar as atividade recreativas no pátio com os colegas.
Ainda que não tenhamos conseguido trazer a família para juntos desenvolvermos o João, no ambiente escolar posso dizer que estamos obtendo grandes avanços. Pois semana passada foi liberado um monitor ( do sexo masculino), ressalto ser um rapaz, pelo fato de que chegamos a concluísão de que falta ao João uma referência masculina, para que ele possa se espelhar e ter atitudes dígnas de um cavalheiro. E está dando certo, o João conseguiu participar de uma atividade recreativa, sem empurrar, sem arrancar a bola das mãos das colegas e por fim, esperou as meninas tomarem água para ele ir depois. Claro que tudo isso sendo comentado e lembrado pelo tutor.
Quanto a família está deixando ainda mais a nosso encargo, temos que às vezes, dar até dinheiro para as passagens, para que o João não falte à psicóloga. Mas é um investimento que está dando retorno, mesmo que lentamente; é visível a satisfação quando o João realiza alguma atividade que antes lhe parecia impossível.
Saber que nesse caso estamos fazendo a diferença!
Ao terminar esse estudo de caso, percebo, ao ler tudo o que sei sobre essa criança, o quanto a escola será significativa para uma escolha de vida diferente de sua família, e o quanto ele marcou minha vida profissional.
Infelizmente essa semana fui informada que sua mãe o levará para morar com um tio em Cidreira. Espero que lá,nessa nova escola, ele encontre o suporte que estava tendo aqui no Duque, pois receio que ao contrário, perderemos a oportunidade de ter feito algo realmente significativo por esse aluno.
É triste essa inserteza que permeia meus sentimentos nesse momento.
Comments (11)
Daniela said
at 3:39 pm on May 13, 2009
Boa tarde Sônia,
Você traz muitas questões que poderiam ser melhor desenvolvidas. Inicia constatando que os educadores tem de dar conta da inclusão de alunos com necessidades educacionais sozinhos porque há uma espécie de omissão das instituições mantenedoras. Também informa que sua escola não esta preparada para inclusão de alunos com deficiência. Quando apresentas Luiz Gustavo, que tem Síndrome de Down, vais logo informando que ele regrediu e que os pais confirmam isso. Mas vai regredindo em que? Em relação a que? Como esta sendo avaliada essa regressão? Quem esta avaliando? Levando em conta quais parâmetros? A quanto tempo ele esta na escola? Quanto tempo ele ficou na escola especial e qual a trajetória dele nesta escola? Esta sendo considerado, por exemplo, que o aluno esta ficando mais velho e que há uma mudança hormonal agindo sobre ele, assim como sobre todas as outras crianças. Não informas, por exemplo, a idade do aluno, sua situação familiar, histórico de escolarização... apenas opinas sobre o processo de escolarização na escola comum sem contextualizar teus leitores em relação a experiência acadêmica do aluno. Acho que devemos ser cautelosos em relação a generalismos. Alguém já falou com as outras crianças sobre Síndrome de Down? Sobre o Luiz Gustavo? Teve a idéia de explicar que o que ele tem não é contagioso? Essas são questões para pensares. Entendo que a queixa é válida e legítima, mas é preciso ir além!
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 3:43 pm on May 13, 2009
Sônia,
Você deve visitar o projeto realizado no semestre anterior e trazer para seu dossiê os aspectos importantes, fazendo contextualização com as leituras desta interdisciplina. A indicaçao do wiki é interessante, mas antes é preciso conquistar teu leitor.
Vale dizer que visitei o wiki e ele esta bem organizado, mas não substitui o trabalho que deve ser feito no dossiê.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 3:49 pm on May 13, 2009
Sônia,
Finalizando as postagens. Você contextualiza de forma abreviada sua escola mas não dá informações sobre espaço físico, por exemplo. Sugiro aprofundares a apresentação da escola e do contexto onde ela está inserida. Depois trazes informações sobre os serviços de atendimento da tua rede. Muitos colegas utilizaram o mesmo texto e pedi a eles que indicassem a fonte da informação, bem como, a partir ds leituras da interdisciplina fizessem comentários evidenciando a apropriação de conceitos e idéias. Lembro que já iniciamos a Unidade 4 e estamos aprofundando o estudo de caso, que parece ser o Luiz Gustavo. É ele? Para dar continuidade a teu dossiê sugiro uma volta as atividades das unidades 2 e 3, cautela em relação a generalismos e também que evidencies em teu texto as leituras feitas.
Abçs,
Daniela
http://Projetodesitesonia.pbworks.com said
at 4:13 pm on May 20, 2009
Professora,agradeço as suas observações.Já fiz algumas alterações ou complementações ao dossiê. Como coloquei no e-mail, vou procurar intensificar mais minhas leituras e aprofundações na disciplina, afim de contemplar de forma mais satisfatória os objetivos.
Abçs,
Sônia
Daniela said
at 11:45 am on Jun 7, 2009
Cara Sônia,
Revi seu dossiê e observei que você já fez várias atualizações. Uma dúvida: o estudo de caso é sobre João (nome fictício) mas no desenvolvimento do texto você o chama de W.C. Não seria melhor rever a opção por um dos dois nomes? Acho importante que identifiques a fonte das informações sobre os serviços de atendimento especializado. Também seria importante explicar o que é CEACAF? Uma questão importante que traz é sobre a necessidade de adequação da avaliação, talvez você possa desenvolver mais esta questão. Com relação ao estudo de caso gostaria de dizer que você faz uma rica dercrição da história de vida de João que permite a seu leitor ir conhecendo o aluno. A dificuldade dos pais em acompanharem o tratamento do menino reflete uma postura de constrangimento dos pais que não conseguem lidar com as diferenças e a deficiência do filho.
Bom trabalho.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 11:46 am on Jun 7, 2009
Bom dia Sônia,
Não entendi a entrada do autismo em seu dossiê. Talvez você possa explicar isso.
Abçs,
Daniela
http://Projetodesitesonia.pbworks.com said
at 8:02 pm on Jun 15, 2009
Professora,mais uma vez obrigada por dar um norte às minhas atividades.Como foi sugerido, retifiquei a questão do nome do aluno do estudo de caso.Também explique o que significa o CEACAF.Quanto as informações dos serviços de atendimento especializado,eu já havia feito uma observação antes de introduzir a listagem, mas acho que passou despercebido. Caso não seja essa identificação que sugeres, peço que especifiques,mas as informações são fornecidas pela secretaria de educação de Gravataí.Mais uma vez lhe agradeço!
Abrç,Sônia Mara
http://Projetodesitesonia.pbworks.com said
at 8:05 pm on Jun 15, 2009
Ah!Mais um detalhe que estava esquecendo.Já retirei o autismo.É que procuro fazer anotações antes de participar no fórum.Conforme vou lendo,vou anotando.Por acaso eu fiquei sem internet,daí não postei no fórum e não retirei do dossiê.Mas agora ambas atividades foram realizadas.
Abçs,Sônia Mara
Daniela said
at 9:44 am on Jun 24, 2009
Bom dia Sônia,
Você pode encaminhar seu dossiê para as conlusões. Observe a questão estética em seu dossiê e tente padronizar utilizando mesmo tamanho e tipo de fonte em todo os textos, usando recursos como negrito e tamanho aumentado para sinalizar aquilo que quer destacar, isso permite uma leitura mais linear do texto que já tem ótimas qualidades.
Bom trabalho!
Abçs,
Daniela
http://Projetodesitesonia.pbworks.com said
at 9:37 pm on Jun 27, 2009
Professora Daniela,
Como coloquei no Dossiê,infelizmente não é apenas a atividade que encerro.Minha participação na vida do meu aluno também foi encerrada,e de forma abrupta,onde não me foi oportunizada a chance de dar um adeus, ou até breve.Estou com uma sensação de perda.
Mas as modificações solicitadas estão feitas.Qualquer outro detalhe que eu tenha esquecido,me comunique que retorno para refazer,
Abçs,
Sônia Mara
Daniela said
at 10:41 am on Jul 12, 2009
Bom dia Sônia Mara,
Você evidencia nas conclusões de seu dossiê: reflexão crítica a acerca de sua prática docente; sensibilidade; apropriação de conceitos e leituras. Você fez um bom trabalho! E esta sensação de incerteza em relação ao futuro de João é natural e não poderia ser diferente. NO entanto, é preciso lembrar que você fez o que estava a seu alcance! Bom trabalho!
Um ótimo domingo.
Abçs,
Daniela
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